Uma roda toca a outra. Em menos de um segundo, uma carruagem lançada a quase 70 km/h se despedaça, o cocheiro é arremessado contra a pista e a multidão explode em gritos. Foi assim, há dois mil anos, que o Império Romano transformava velocidade, perigo e sobrevivência em espetáculo.
As corridas de bigas foram uma das maiores atrações da Antiguidade e também uma das mais arriscadas. Um antecessor brutal da Fórmula 1, movido pela velocidade, pelas apostas e pelo risco real de morte. É esse mundo de rivalidade, poder e adrenalina que ganha vida em Ben-Hur, a superprodução épica que estreia em outubro, exclusivamente no UNIVER Vídeo.

Cena da série Ben-Hur, do Univer Vídeo, que recria o universo das corridas de bigas no Império Romano.
BEN-HUR: QUASE 150 ANOS DE UMA HISTÓRIA QUE ATRAVESSA GERAÇÕES
Ben-Hur completa quase 150 anos de adaptações e ganha agora sua versão em formato inédito e maior escala. Cidades inteiras recriadas, milhares de figurinos, batalhas e quadrigas: um universo onde poder, vingança e sobrevivência dividem a mesma arena.
Protagonizada por Vinícius Redd, que dá vida a Judá Ben-Hur, a trama mergulha em um dos dilemas mais antigos da humanidade: onde termina a busca por justiça e começa o desejo de vingança? Ao acompanhar a queda e a reconstrução de um homem que perde tudo, família, liberdade e posição, a história questiona o que resta de alguém diante do sofrimento extremo.
No centro de tudo está uma das cenas mais aguardadas da produção: a corrida de bigas, o ponto de encontro entre o destino de Ben-Hur e um dos espetáculos mais violentos já criados pelo homem. E o mais surpreendente é que essa dimensão não pertence apenas à ficção: Ben-Hur nos transporta para um dos períodos mais marcantes da história, quando o Império Romano havia se consolidado como uma das maiores potências do mundo antigo, exercendo influência sobre territórios, culturas e povos.

Rodrigo Ferrarini interpreta Pôncio Pilatos, governador romano da Judeia, ao lado de Graziella Schmitt no papel de Cláudia.
As corridas faziam parte dos ludi, festivais públicos organizados pelo Estado romano, que combinavam entretenimento, celebração cívica e demonstração de poder. Não eram raras: o Circo Máximo recebia disputas em pelo menos 60 dias por ano, com até 24 corridas em um único dia. Ao longo de séculos, as corridas viraram uma indústria de massa, com facções profissionalizadas e imperadores investindo cada vez mais para garantir popularidade.
VELOCIDADE SEM FREIO, SEM PROTEÇÃO
Nos grandes hipódromos romanos, multidões lotavam as arquibancadas para ver quatro cavalos, em velocidades entre 60 a 70km/h, dispararem lado a lado, cortando a pista como máquinas de guerra. Nas curvas, um simples toque de roda bastava para transformar tudo em caos: carros despedaçados, cavalos desgovernados, corpos lançados contra a arena.
Os cocheiros prendiam as rédeas ao próprio corpo para ganhar controle. O preço era alto: se a biga tombasse, podiam ser arrastados pela pista ou esmagados pelos que vinham atrás. Os romanos tinham até um nome para isso: naufragia, os "naufrágios" em terra firme. Entre a glória e a morte, muitas vezes existia apenas uma curva.
Nem toda corrida terminava em morte, muitos cocheiros sobreviviam aos acidentes, mas o risco era constante, conhecido e aceito por quem subia na biga.

Muito além do entretenimento, as corridas de bigas refletiam a importância dos espetáculos públicos na vida política e social do Império Romano.
A VIDA EM JOGO
Não era um esporte para qualquer um: a maioria dos condutores eram escravizados, recrutados ainda criança e treinados por facções que controlavam o espetáculo. Para eles, correr não era escolha, mas uma condição imposta.
Vencer podia significar prêmio em dinheiro, fama e, em alguns casos, a liberdade. Perder significava voltar exatamente para onde havia começado, sem nome, sem prêmio, sem chance. Numa única volta de pista, um homem podia conquistar tudo que a sociedade romana negava a ele desde o nascimento, ou perder a única oportunidade que teria de mudar de vida.

Romulo Weber interpreta Messala, o oficial romano cuja amizade com Judá Ben-Hur se transforma em uma das rivalidades mais marcantes da história.
UM IMPÉRIO RECONSTRUÍDO PARA AS TELAS
Para recriar esse universo, Ben-Hur construiu cidades cenográficas, desenvolveu milhares de figurinos, armaduras e adereços, treinou cavalos especialmente para as sequências de ação e produziu carruagens exclusivas para as corridas. Guiada por uma ampla pesquisa histórica sobre arquitetura, costumes e hierarquias sociais do mundo romano, a produção reuniu mais de 5 mil figurantes e mais de 500 dublês, mobilizando grandes estruturas, equipes especializadas e um nível de detalhamento digno dos maiores épicos do audiovisual.

Vinícius Redd interpreta Judá Ben-Hur, cuja trajetória é marcada pela perda, pela resistência e pela busca por justiça.
Quase dois mil anos depois, o legado do Império Romano continua atravessando gerações. Ben-Hur resgata uma das jornadas mais emblemáticas da história: a de um homem que perdeu tudo, enfrentou o poder de Roma e teve seu destino transformado por uma das maiores traições de seu tempo.
Pela primeira vez em formato de série, essa história ganha espaço para revelar em detalhes a trajetória de Judá Ben-Hur, sua relação com Messala e os acontecimentos que transformaram uma amizade em uma disputa marcada por honra, vingança e sobrevivência.
Agora, o público não estará apenas diante da arena romana. Será levado para dentro dela. Vai sentir a dimensão de um império, acompanhar os conflitos que moldaram seus personagens e viver uma experiência que ultrapassa a tela para revelar o mundo por trás de uma das maiores histórias já contadas.
Ben-Hur estreia em outubro, exclusivamente no UNIVER Vídeo.