
Eles cresceram entre as mesmas ruas de Jerusalém. Um judeu, outro romano. Por anos, Judá Ben-Hur e Messala dividiram a infância e uma confiança que parecia inquebrável. Mas o que faz duas pessoas que cresceram como irmãos se tornarem inimigos mortais? Foi o poder? O orgulho? Ou uma escolha sem volta?
É essa a espinha dorsal de Ben-Hur, a nova adaptação do clássico que estreia em outubro no UNIVER Vídeo. Na superprodução, Vinícius Redd interpreta Judá Ben-Hur e Rômulo Weber vive Messala, o ex-melhor amigo que retorna a Jerusalém vestindo o uniforme do Império Romano. O reencontro coloca frente a frente dois homens que já foram inseparáveis e desencadeia acontecimentos capazes de mudar o destino de ambos.
Ben-Hur atravessou gerações. A história chegou ao cinema em 1907, 1925, 1959 e 2016 e ganhou uma minissérie internacional em 2010. Agora, pela primeira vez, Ben-Hur será contado como série, dando à história espaço para explorar personagens, relações e conflitos com uma profundidade diferente das adaptações anteriores. 
Rômulo Weber dá vida a Messala, oficial romano e amigo de infância de Judá, cuja relação está no centro de um dos principais conflitos de Ben-Hur.
ROTA DE COLISÃO
Judá e Messala são dois homens de convicções fortes, mas que passam a enxergar o mundo de maneiras cada vez mais diferentes. Judá tenta preservar sua família, suas raízes e o lugar ao qual pertence. Messala retorna marcado pela lógica de Roma, um império em que autoridade, posição e conquista podiam determinar o destino de um homem. Enquanto um protege o que tem, o outro busca aquilo que ainda quer conquistar.
O que torna esse confronto ainda mais complexo é justamente o passado que compartilham. Eles conhecem as forças e fraquezas um do outro e carregam uma intimidade que não desaparece apenas porque agora estão em lados diferentes. Afinal, antes da rivalidade, havia entre eles algo muito mais difícil de romper: confiança.

Vinícius Redd interpreta Judá Ben-Hur, um jovem judeu de Jerusalém que vê sua vida mudar após uma série de acontecimentos que colocam à prova sua família, seus valores e sua lealdade.
A MONUMENTALIDADE DE BEN-HUR
O roteiro é de Cristiane Cardoso, que também assina A Rainha da Pérsia, premiada com o PRODU de Melhor Roteiro. A direção geral é de Vicente Guerra. As gravações passaram por Cambará do Sul e Viamão, no Rio Grande do Sul, e Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro. Para reconstruir o universo da história, a produção criou mais de 110 ambientes, entre 66 cenários em cidade cenográfica e 44 em estúdio.
Um dos números mais impressionantes, porém, está ligado a uma das imagens mais emblemáticas de Ben-Hur: as bigas. Para as gravações na pista, foi erguido um muro de 150 metros de extensão e 3,6 metros de altura. Se esses 150 metros fossem colocados na vertical, ultrapassariam a altura original da Grande Pirâmide de Gizé, de aproximadamente 146 metros.
A escala não ficou restrita aos cenários. Pilotos profissionais de American Trotter foram contratados como dublês e para preparar o elenco para a condução das bigas. O treinamento avançou a ponto de Vinícius Redd e Rômulo Weber conduzirem as próprias bigas em alguns takes, alcançando entre 70 e 75 km/h. Quando essas sequências chegarem às telas, parte do que o público verá terá os próprios intérpretes de Judá e Messala no comando.

Ingrid Conte interpreta Iras, uma jovem egípcia de personalidade marcante que chega para movimentar a trama de Ben-Hur.
ELAS TAMBÉM ENTRAM NESSA GUERRA
Ao redor dos protagonistas, outras personagens entram nesse jogo de relações e escolhas. Bia Arantes interpreta Ester, personagem ligada à trajetória de Judá, enquanto Ingrid Conte vive Iras, uma egípcia misteriosa que sabe usar inteligência e charme para conseguir o que deseja. Em uma história marcada por alianças, interesses e lealdades, as duas ocupam posições importantes nos caminhos de Judá e Messala, mas até onde essa influência chegará é algo que a série ainda guarda.
O ÉPICO QUE INFLUENCIOU UMA GERAÇÃO
A dimensão de Ben-Hur não terminou em 1959. Décadas depois, o clássico ainda influenciava grandes produções. Durante a preparação de Gladiador, lançado em 2000, Ridley Scott e o designer Arthur Max recorreram a Ben-Hur como referência visual.
Segundo o Turner Classic Movies (TCM), Max definiu o filme de 1959 como um “master course” em design de produção, reforçando seu lugar entre os grandes épicos do cinema.
Agora, Ben-Hur volta às telas em um novo formato e uma nova escala, sem perder o que fez sua história atravessar gerações: amizade, lealdade e escolhas capazes de mudar destinos. E uma pergunta permanece no centro dessa história: o que foi capaz de transformar dois grandes amigos em inimigos?
Em outubro, no UNIVER Vídeo.